quinta-feira, 28 de julho de 2011

Plataforma.

Cobre-te com cobertores de sonhos bons. Respire o ar leve de uma noite segura. Lembre-se de que tua saudade é também protetora, ainda que mansa. Que os pensamentos são, da mesma forma que se perdem.
Sonha, o teu sonho de moça.
Por uma vez mais, sinta a mensagem que não chegou, e não chegará.
Boa noite; dorme bem, Poesia minha.
E no fim de tudo, agradeça a deus por tamanho amor nessa noite.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Escalar ao desmoronar.

Enquanto o mundo desmorona aos teus pés, você quer apenas caminhar pelos entulhos a procura de uma sinfonia que te faça flutuar. Para onde vamos com toda essa agitação? Diga-me onde acho aquela sombra que sorri para mim, distante do fim.
Enquanto o mundo sussurra ao vento nossos segredos, você quer apenas uma prova de que eles estarão vivos. O inteiro do que foi, caindo na metade perdida.

Aaah, a escuridão fecha o teu olhar mais bonito. O que está havendo com você? Eu não estava enganado quando lhe disse o que há de belo por essas bandas. Eu não estava errado quando lhe trouxe o amor machucado.
Sim, eu estava contigo no alto da montanha e a escalei por ti. Você a segurou por mim. Quando você sentou para ver o céu, sabia que o mal passaria. Que o bem persistiria. Que o mundo também dança com nossa música.
Escondendo-se vai, crendo que a vida possui receitas simples para dores no deserto. Quando for forte de novo, a chuva vai trazer uma nova canção, que te lembrará das velhas, aquelas que destroçam qualquer coração.

Ouça, lembre, cante e sorria.

domingo, 26 de junho de 2011

Vivo.

Respiro, o que vital me for.
Sinto, o que razão flor.
Canto, aos gritos do amor.
Elevo-me na magia do autor.

domingo, 12 de junho de 2011

Dormindo nos teus sonhos, é tudo que posso cantar esta noite.
Conversarmos sobre o desviar dos teus olhos e sobre o esquecimento do amor. De novo o arco-íris pairando sob nossos arrependimentos casuais, levados e trazidos pelo sopro da razão. Cores vivas que me matam na intensidade de um novo sorriso perdido. Tudo fica tão claro que dói abrir os olhos enquanto o mundo se afasta em um pedaço de papel que você não despejou amor ao desenhar. Então ele voa de encontro as luzes, a procura de tinta cor vermelha, e tudo que posso fazer é senti-lo de longe, a caminho do desencontro.
Eu me lembro do céu que se abria com as palavras escritas para ti. Da lua que sorria com as lágrimas que os olhos cobriam. Você consegue ouvir os deuses dizendo não?
O coração caminha e a alma se perde ao te recordar. Volta, busca todos os gestos amorosos deixados, fincando-os ao presente. Só que a força já não é a mesma, os ventos parecem arrancá-los rapidamente desta vez. Então ela volta e pega tudo que aqui ficou, dormindo nos teus sonhos. Isso é tudo que posso cantar esta noite.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Winter.

Lá estava ele. Sentado, com seus fones a espera de algo que não viria. Ele sabia disso, mas o coração insistia em teimar. Insistia em bater, na verdade. Pelo que? Ele bate, bate, bate sem obter respostas. A porta não se abre, as cortinas permanecem fechadas e nem o silêncio absoluto o faz parar. As cercas estão escancaradas para a fuga de todas as coisas, e não mais proporcional para a volta delas. Sinais de cansaço começam a florescer por detrás do jardim; e as lembranças que nunca aprenderam o caminho da perdição, sorriem.

Renova-se o ar e adquire-se magia novamente.

sábado, 7 de maio de 2011

Suficientemente passageiro.

Sem mais esperar
meu dia clarear,
teu riso florar,
o passado recordar.

Sem mais esperar
o incerto chegar,
a elegância do arrepiar,
a delicadeza a negar.

Sem mais esperar
ao te ver brotar,
lembranças virando mar
lentas no desaguar;
Sofridas de cantar
até a espera de não mais esperar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Desembarcando a partida.

Vou pulando dos 6 para os 60 no apertar de uma tecla. Tão simples como digitar um número, tão complicado quanto viver o tempo. Quantos anos eu tinha quando nos conhecemos? Qual o medidor de tempo para nos vermos novamente? Sumindo nos ponteiros.