sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Vazio.

- Sabe, moça, é que tenho medo de perder a poesia.
- Em algum lugar?
- Não, em mim.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A nativa.

Por ser nativa ela se faz dona do que dela é de direito,

Vontade perfurante de ter a verdade em ótica absoluta e ser essência do seu espelho.

E quem há de assumir o leme quando condenado ao naufrágio está?

Só se turista for, clandestino no rumor e poeta ao aportar.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

''Lua''.

Brincar com as palavras é acordar dormindo,
Escrever cantando,
Sonhando o que o sonho sonhou.

Se acrescentas delicadeza os sorrisos ganham forma,
A poesia torna-se vida,
O dia enfim não busca sentido.

E pensar naquilo que de pensado morreu,
Desenhando o mundo que um dia foi seu;
Ao criar por amor a solidão que viveu.




sábado, 27 de outubro de 2012

All you need is book!

Hoje eu só quero pegar todos os livros da minha lista interminável e fugir para o fim do mundo. A compreensão do "fim do mundo'' deixarei para você, pois qualquer uma serve.
Na sacola colocarei uma coluna nova, em um compartimento separado dos livros para que a velha ainda possa ser usada com uma finalidade digna ao carregá-los. Dor linda, daquelas que só sentimos quando o livro se perde nele mesmo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Indo e vindo na calmaria de quem não volta, sentindo os sentidos quebrarem por não possuírem sentido.
Você já ouviu essa história antes. Olhos tristes de um coração quebrado em volta do balanço do movimento do despertar do tudo que virou nada. Continua na fotografia que eu nunca tirei, fazendo-se nítida mesmo quando longe eu não te revelei. E se eu te fizesse ver como você me fez naquele instante? O tempo não pararia de novo para você acreditar nas lentes que me firmaram o seu rosto estranho e te prenderam nesse parágrafo sem fim.

domingo, 16 de setembro de 2012

E quando o vazio te enche, o que te faz sorrir?

As coisas se dissipam no instante em que o conveniente se retrai ao dar lugar ao que sentimento foi.  Ela não quis sentar-se mais naquela cadeira carrancuda que o acaso lhe trouxe, flácida, doloridamente viva enquanto a despedida aproximava-se. Havia esperança no sorriso que aguardava o novo dia. Mantinha o coração distante das palavras para não envenenar-se com a ressaca que elas traziam. "Apenas respingos chegariam perto." ela pensava. Uma história pode ser escrita dessa forma?

Ele mantinha os fones de ouvido enquanto o mundo girava para ela. Ou por ela, nunca soube ao certo. O que lhe preocuparia se canção salvaria qualquer enredo escrito? Ainda que não contasse com o inesperado toque de recolher da alma dela. Quando suas certezas clareavam com palavras  poéticas, ela dançava no seu mundo, afirmando a
autossuficiência do arranjo.

"Quebra?" Pensavam.
"Melhor não descobrir." Seguiram.

sábado, 21 de julho de 2012

I'm back! ...Eu acho.

Olá, noite.
Olá, blog.
Hey, stranger.

Tenho estado tão juntinho de um e longe do outro. Irônico, já que sempre andaram no mesmo sentido da estrada. Pois é, eu ainda não tenho sentimentos novos que queira postar aqui. Mas como o blog é meu, posto palavras que saem sem rumo previsto ou sonhado. Talvez se eu parar para refletir em cima disso, acharei sentimentos responsáveis por falar em falta de sentimentos. Não, não farei isso essa noite. > Olá de novo, por sinal.

Nessas férias sem escrita, posso justificar com férias para os instrumentos também. Caneta, papel, blog. É... também senti falta de vocês. O quão estranho é escrever imaginando uma conversa com o seu blog? Povo que estuda  psicologia... Tem jeito não.

A paz que anda conduzindo a rotina. Boa, para quem precisava dela...
Ô Falcão! Possa conservá-la só mais um pouquinho para tentar ser feliz? Se permitir também, vou fazer uma mudança na frase, pois felicidade para mim não é ser, e sim estar.
Posso conservá-la só mais um pouquinho para continuar neste estado de felicidade? É que para o domingo eu planejo exatamente sentar no meu sofá para assistir meu time amado jogar. Se bem que ele não tem contribuído para o estado de felicidade né? Mas enfim...

Acho que dormirei. Amanhã (hoje) faço 23 anos e preciso cuidar dessa coluna de 60. Se alguém tiver a que deveria ser minha, por favor devolva-me; prometo cuidar ''como se fosse minha''.