quarta-feira, 12 de outubro de 2011

(8)

Aparece assim, trazendo a necessidade de fazê-lo. Ato doloroso, marcante e amoroso.
Individual, compartilhado.
Entregue.

Sopra e lembra que foi por amor.










P.S: Ouvir o Sinatra na madrugada tem seus efeitos colaterais.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fly, well.

A noite não difere o teu medo da estrela que te guarda ao meu pedido. Unidos nas lembranças vivas de quem as têm como magia clara, transcendendo as dores que tanto quis distanciar de ti. Vendo até o frio percorrer pelos vales visando um caminho incerto, mas certo de que certo estarei ao te zelar. Caindo do outro lado só no desejo de te ver bem, te ter bem, te ser bem. Bem aqui, para só assim poder voltar... e ir.

domingo, 21 de agosto de 2011

Tic tac, tic tac.

Aaah, traga-me esta casa de volta que meu oxigênio a clama. Aquele livro triste pelo abandono passageiro. Aquela brisa da tarde se declarando ao sono que não veio. Sabe como é... A saudade que encanta também sente saudade.

E todos os seus sonhos ainda te causam dor. Eu sei, posso senti-los também. Voando, caindo em um vazio ocupado. Mas você não sai, ainda procurando por algo que lá ficou e se distanciando de tudo que o tempo lhe tirou por não mais ser necessário, ou por crueldade do acaso. (Sim, ele ainda é meu amigo).

Lá fora está cheio; cheio de tudo que aprendemos a não querer mais.
É isso; o tempo, além de tudo, também faz com que fiquemos mais seletivos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Plataforma.

Cobre-te com cobertores de sonhos bons. Respire o ar leve de uma noite segura. Lembre-se de que tua saudade é também protetora, ainda que mansa. Que os pensamentos são, da mesma forma que se perdem.
Sonha, o teu sonho de moça.
Por uma vez mais, sinta a mensagem que não chegou, e não chegará.
Boa noite; dorme bem, Poesia minha.
E no fim de tudo, agradeça a deus por tamanho amor nessa noite.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Escalar ao desmoronar.

Enquanto o mundo desmorona aos teus pés, você quer apenas caminhar pelos entulhos a procura de uma sinfonia que te faça flutuar. Para onde vamos com toda essa agitação? Diga-me onde acho aquela sombra que sorri para mim, distante do fim.
Enquanto o mundo sussurra ao vento nossos segredos, você quer apenas uma prova de que eles estarão vivos. O inteiro do que foi, caindo na metade perdida.

Aaah, a escuridão fecha o teu olhar mais bonito. O que está havendo com você? Eu não estava enganado quando lhe disse o que há de belo por essas bandas. Eu não estava errado quando lhe trouxe o amor machucado.
Sim, eu estava contigo no alto da montanha e a escalei por ti. Você a segurou por mim. Quando você sentou para ver o céu, sabia que o mal passaria. Que o bem persistiria. Que o mundo também dança com nossa música.
Escondendo-se vai, crendo que a vida possui receitas simples para dores no deserto. Quando for forte de novo, a chuva vai trazer uma nova canção, que te lembrará das velhas, aquelas que destroçam qualquer coração.

Ouça, lembre, cante e sorria.

domingo, 26 de junho de 2011

Vivo.

Respiro, o que vital me for.
Sinto, o que razão flor.
Canto, aos gritos do amor.
Elevo-me na magia do autor.

domingo, 12 de junho de 2011

Dormindo nos teus sonhos, é tudo que posso cantar esta noite.
Conversarmos sobre o desviar dos teus olhos e sobre o esquecimento do amor. De novo o arco-íris pairando sob nossos arrependimentos casuais, levados e trazidos pelo sopro da razão. Cores vivas que me matam na intensidade de um novo sorriso perdido. Tudo fica tão claro que dói abrir os olhos enquanto o mundo se afasta em um pedaço de papel que você não despejou amor ao desenhar. Então ele voa de encontro as luzes, a procura de tinta cor vermelha, e tudo que posso fazer é senti-lo de longe, a caminho do desencontro.
Eu me lembro do céu que se abria com as palavras escritas para ti. Da lua que sorria com as lágrimas que os olhos cobriam. Você consegue ouvir os deuses dizendo não?
O coração caminha e a alma se perde ao te recordar. Volta, busca todos os gestos amorosos deixados, fincando-os ao presente. Só que a força já não é a mesma, os ventos parecem arrancá-los rapidamente desta vez. Então ela volta e pega tudo que aqui ficou, dormindo nos teus sonhos. Isso é tudo que posso cantar esta noite.