sexta-feira, 4 de março de 2011

Período de maré mansa, fazendo da seleção requintada uma casa de solidão tomada. Sem precisar do mundo afora, esquelético em demasia, para ser platéia de uma loucura mal explicada. O hábito da dor cintilando em tortos sorrisos, esquecidos e adormecidos, no travesseiro de um bem me quer.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eu NÃO sou legal.

Bom, fugirei um pouco do perfil que tenho adotado neste blog.
Você, que mal entende o que eu escrevo, mas sabe-se lá porque sempre volta e lê a nova postagem, pode ter certeza que entenderá esse. Digo mais. Além de entender, provavelmente não voltará. E eu não me importo; de verdade.

I don't care!

Eu não sou legal, não sou amável, não sou companheiro.
Eu sou feio, sou egoísta, antipático, chato e anti-social.
Eu não sou do teu mundo, eu não gosto das coisas que você gosta.
Não conheço as comidas que você come, não gosto das músicas que você ouve, e não danço do teu jeito.

Exato. Sou anti-social e não tenho interesse algum em deixar de ser. Não me relaciono bem com pessoas, não tenho atração por elas, nem sequer um mísero desejo de aproximação. Se por acaso você tiver algum, eu já aviso: Mate-o. Você não vai gostar quando se aproximar e tentar estabelecer uma relação; por isso aconselho nem tentar.

Bom, o carnaval está chegando...
Ah, deve ser por isso.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mais uma manhã sem cor, sem café, sem surpresas. A monotonia nem sempre é estática quanto se mostra, pois alguns pequenos detalhes, distantes e espelhados refletem saudade.

Não corto o cabelo, não me atraio nem me mostro.


Sem justificativas para métodos pensantes que o meu eu descobre todos os dias por estar vivo. Levando a certeza de que você ainda caminha esperando minhas respostas, mesmo quando se auto-afirma que elas nunca chegarão. No fundo, com todas as surpresas, você me conhece; e minhas palavras mal sintonizadas lhe atraem.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Contemplando pingos de felicidade que iluminam um certo dia. Sem mais, sem gás, em uma serena paz. Por alguma razão adormeci assim, e acordei livre.
Livre de vontades, livre do tempo, livre até dos meus desejos ocultos.

Pois bem, eles vão retornar, eu sei. Mas também sei que é bom estar livre, e até lá, eu continuo ''livreando''.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sem saber o que fazer nessa espera absurdamente gélida, amando o desconhecido só pelo prazer de amar. É assim que o mundo o colore, o pinta, tentando moldar o que nem ele mesmo conseguiu.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Movendo-se.

E quando nós caminhamos, sentimos a sombra que deixamos para trás.
Morbidamente vai chegando ao fim; distante de um livro vivo.

Aliviando razões imutáveis, como o medo de surgir para você. Eu sei que as águas correm, mansas por caminhos distintos, apenas na busca de um lugar onde valha a pena desaguar. É nessa correnteza que minha canoa ruma, e nem peixes parecem me seguir.
Por que se agarrar a feridas vivas? Se tem algo que posso lhe garantir, é que não é essa a forma da cicatrização. Também não a conheço em essência, mas conheço o que não é essência dela.

Ao lembrar da melancolia das palavras não ditas, recordar-se dos sorrisos bobos.
Imaginando felicidades ocultas e reluzentes para um futuro solitário.
Tendo um presente vivo, regado pela imensidão de sentimentos guardados pela chuva que virá.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Abajur.

Essa saudade que em ti se abriga, prova, reprova e veste a solidão. Olhos a observam sem que tua ausência note algo vivo, porém dormente sob o teu levar.
Que essa escuridão escondida por detrás do teu sorriso um dia se vá com todo o escuro que te causa medo, pois é você quem me faz escrever a luz do dia palavras de interpretações variáveis, que eu já não ligo se saberão tocar na sua radiola como fizeram um dia.

São essas lembranças carregadas de sentimentos que levaremos por onde andarmos, mesmo que o tempo caminhe lado a lado conosco, soletrando palavras de esquecimento. Existem outras tantas que não aprenderam a ler... ( para nossa sorte, talvez.)

Há de notar o tanto que faltou ser,
Há de sentir o pouco que desabrigou.

No momento em que olharmos para tudo aquilo de belo que havia, o mundo nos fará falta.
Aaah, ele deve ter conserto.