Faz pouco mais de uma semana. Faz silêncio. Faz barulho. Faz presença e ausência, alternando-se nas confusões do dia. Nas da noite, a gente cura com discos de saudade.
Faz ventania também. Do nada, no vislumbre de uma simples lembrança que bate, rodopia e segue.
Há quem diga que seguir é mudar de rumo. É olhar para frente, mirar o além e não olhar para trás nem pelo retrovisor. "É para frente que se anda", dizem com a certeza que os anos de boteco proporcionam, ainda que as lamúrias atormentem após algumas doses...
Há quem diga, por outro lado, que é preciso sentir. Enamorar a beleza da dor, da falta. Deixar latejar, dar vazão à experiência e atribuir, então, novos sentidos.
Entre falas e malas;
conselhos e e anseios;
paro.
entre passos e calos,
apertos e encontros,
paro.
indo e vindo.
caminhando e parando.
em você, mas sem você.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
terça-feira, 15 de novembro de 2016
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
"eu juro afeto e paz não vão te faltar...''
tá aqui tocando. no fone também. e tá alto.
esse abraço que se aperta sozinho.
deixo tudo lá.
é que meu corpo todin,
tá aqui tocando. no fone também. e tá alto.
vem cá. deita aqui no meu abraço e ouve isso.
é só bem querer, moça. nesse tantin assim, ó.
dá pra sentir? pois é.
esse abraço que se aperta sozinho.
juro, eu num faço força.
té vejo as bochechas se amassando.
té vejo os pés conversando em segredo.
é dedo com pele e pele com dedo, sem medo.
deixo tudo lá.
é que meu corpo todin,
com o seu todin,
dá certo.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
07/05/2016
Posso deixar o fim para o fim?
Posso, então, acompanhar-lhe e fim?
Posso ressoar o nosso silêncio sem fim?
Posso, pela incompreensão, alcançá-la enfim?
É que assim poderei, sobre início, por fim, te responder que sim.
Posso, então, acompanhar-lhe e fim?
Posso ressoar o nosso silêncio sem fim?
Posso, pela incompreensão, alcançá-la enfim?
É que assim poderei, sobre início, por fim, te responder que sim.
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