sábado, 16 de abril de 2011

Desvencilhar.

Desculpe-me, doce companheiro. Sinto que lhe abandonei por um tempo, mas é que algumas coisas mudaram de uns ventos para cá. Olha como a vida acordou hoje? Nos convidando para dançar. Despertando as palavras que guardamos durante esse tempo solitário, soltando-as ao acaso, como fazíamos nos velhos tempos.

A verdade é que eu precisava me desvencilhar de tudo. Me perder de mim, de você, de todos.
Me perder da chuva, dos sorrisos e até do amor.
Me perder na solidão,
Me achar no vazio, do vazio, do vazio...

Eu precisava correr. Correr como já tinha desistido há um tempo. Sentir a velocidade da vida sem estar parado. Unir-me a ela, em um conjunto de sentimentos novos.
Não é que não goste dos meus, longe disso. É que já não lembrava a sensação do novo. Mesmo aquilo que desgasta, que consome, que se move.
Movendo o começo até você, e afastando o fim de mim.

Eu quero a tua força comigo, e te dar toda a gota que tenho. A incrível capacidade de se fazer forte quando a força adormece. Linda que és!
Encantado pelo vazio que me cerca, levando com a certeza de que me faz bem, eu escrevo para mim. Amando minhas palavras tolas que se transformam em vontades aleatórias, por um bem desconhecido, mas que é de todo bem.

Aah, eu SEMPRE estarei lá por mim,
Eu SEMPRE estarei aqui para ti.

domingo, 27 de março de 2011

Estranhamente em paz.

Luzes suspensas por palavras que nunca chegaram, pois se perderam no caminho do tempo e do encanto. Ajustar o volume da canção, fechar meus olhos distantes de todas expressões que entreguem a dificuldade do cansaço tida nelas e seguir. É disso que preciso agora. Não pensar no fim da trilha, nem como percorrê-la. Talvez não seja a hora de continuar nela, deixando a chuva desenhá-la novamente por detrás das armadilhas que lá residem. Seguindo um outro rumo, não tentarei mais adivinhar o que há de vir, de ir, pois estou tão cansado que não sei se tenho força alguma para pensar...

Minhas energias se perderam no último suspiro. As luzes se foram ainda acesas, lentas, a ponto de não vê-las mais. Pode parecer triste, e até acho que deveria, entretanto não é o que acontece. Estou estranhamente em paz. Em paz por nós. Lembrando das citações de que tudo ficaria bem, eu as espero de volta, de olhos fechados, com a canção percorrendo os caminhos até o final feliz. Repetindo, quantas vezes forem necessárias para que você sinta o mesmo: Nós vamos ficar bem.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Dorme.

A tua música hoje me acordou com acordes distorcidos de uma falta renascida. Assim, só canção. Só saudade ao vento, que traz, mas que ao fim do dia também leva.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Período de maré mansa, fazendo da seleção requintada uma casa de solidão tomada. Sem precisar do mundo afora, esquelético em demasia, para ser platéia de uma loucura mal explicada. O hábito da dor cintilando em tortos sorrisos, esquecidos e adormecidos, no travesseiro de um bem me quer.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eu NÃO sou legal.

Bom, fugirei um pouco do perfil que tenho adotado neste blog.
Você, que mal entende o que eu escrevo, mas sabe-se lá porque sempre volta e lê a nova postagem, pode ter certeza que entenderá esse. Digo mais. Além de entender, provavelmente não voltará. E eu não me importo; de verdade.

I don't care!

Eu não sou legal, não sou amável, não sou companheiro.
Eu sou feio, sou egoísta, antipático, chato e anti-social.
Eu não sou do teu mundo, eu não gosto das coisas que você gosta.
Não conheço as comidas que você come, não gosto das músicas que você ouve, e não danço do teu jeito.

Exato. Sou anti-social e não tenho interesse algum em deixar de ser. Não me relaciono bem com pessoas, não tenho atração por elas, nem sequer um mísero desejo de aproximação. Se por acaso você tiver algum, eu já aviso: Mate-o. Você não vai gostar quando se aproximar e tentar estabelecer uma relação; por isso aconselho nem tentar.

Bom, o carnaval está chegando...
Ah, deve ser por isso.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mais uma manhã sem cor, sem café, sem surpresas. A monotonia nem sempre é estática quanto se mostra, pois alguns pequenos detalhes, distantes e espelhados refletem saudade.

Não corto o cabelo, não me atraio nem me mostro.


Sem justificativas para métodos pensantes que o meu eu descobre todos os dias por estar vivo. Levando a certeza de que você ainda caminha esperando minhas respostas, mesmo quando se auto-afirma que elas nunca chegarão. No fundo, com todas as surpresas, você me conhece; e minhas palavras mal sintonizadas lhe atraem.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Contemplando pingos de felicidade que iluminam um certo dia. Sem mais, sem gás, em uma serena paz. Por alguma razão adormeci assim, e acordei livre.
Livre de vontades, livre do tempo, livre até dos meus desejos ocultos.

Pois bem, eles vão retornar, eu sei. Mas também sei que é bom estar livre, e até lá, eu continuo ''livreando''.