sábado, 11 de dezembro de 2010

Naquele teu abrigo.

Olha como o tempo esculpe tuas pegadas sem chão. Aparentemente é só um modo de dizer ''seja feliz.'' sem se apegar as estações cheias de cores, amores, flores e dores.
Neste caminho incerto de busca por certezas permanentes, navegadoras de marés calmas, águas claras que banham e brindam o descanso, que aguardam o mergulho que antecede a renovação; Eu vou.
Hey, olha novamente para lá! Não perca o nosso ponto, pois ele ainda nos aguarda. Sei que nunca olhei para frente com essa tua sede de mover-se... Mas é que tenho luzes novas que também brilham lentamente a minha espera, e seria uma traição aos meus sentidos beber tanto assim.
Caso o sono ainda não tenha te levado, olha a forma que a chuva tem tomado. Pálida, linda, para combinar com o romantismo que dormiu no teu lugar essa noite. Que ele desperte ao ter contato com a leveza daquele antigo sorriso bobo de quem ama, de quem chora com lembranças vivas ainda, e ainda que vivas, viverás sem o ainda, porque ele também vive entregue ao que há de chegar.
Lembra-te que um sentimento antes de ser entendido, é apenas sentido. Sem fazer sentido ou ser lido nas entrelinhas das dúvidas que pairam sob o travesseiro frio e confortável de uma madrugada incoerente. Não me pergunte porque escrevo essas palavras de carinho a uma hora dessas da vida. É que ela escreve tanto de mim, que lendo nas lembranças eu escrevo. Que ouvindo na doçura eu canto; e caminhando em uma estrada parecida a do início desse besteirol, eu amo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fantasiando novidades.

Ainda guardo a sete chaves, um livro e um coração, aquilo que tenho de melhor. Sem charminhos passageiros que possam sonhar em passar e espiar pelo espaço deixado pelo marca texto. Não é teu. Mesmo que tenha qualquer fragmento de tua existência.

Parta.
Reparta.
Repense.
Recrie.

E lembre-se que o tempo também gosta de mim.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Amanheça por aqui.

Está tudo tão frio lá fora que te impede de buscar um cobertor aqui dentro. O meu mundo posto não pode ser uma aposta tua. Acho que meus sentidos não mais aguentariam o fardo, a desilusão. Para onde eles iriam agora? Perdidos em apostas passageiras.

Estrelas que possuem brilho encantador, mas que também se apagam. Cedo, tarde, intensas ou não; se apagam e tenho assimilado isso diariamente. E vou tentando ficar apenas com a beleza e romantismo delas... Fazendo-as poesia minha. Sopros serão envolvidos por teus gestos, distantes costumeiros, pertos ao acaso, e vivos por uma única magia.

Não se preocupe com o que há por vir. Apenas concentre-se em fazer disso um bem, algo que valha a pena estar acordado mesmo enquanto dorme. Deixe o medo percorrer, ele só te mostra o que ainda está vivo, e de uma forma ou de outra, você passa a saber do que precisa, assumindo ou não. Talvez o passo seguinte já tenha sido dado, as pegadas ainda estejam marcadas no caminho, as lembranças vivas, pois sem razão aparente, elas quiseram lá permanecer. Qual será o rumo dessa vez? No mesmo instante em que o tempo foi alterado, o caminho também pode ter sido. E quando você achar que já sabe onde isso vai dar, a estrada te traz novos cheiros, novas cores, novos ventos, novos reinos. Renovados, inovados, e quem sabe; encantados.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O que você faria?

Quando as folhas apontassem um novo caminho,
Quando o frio se distanciasse como se sentisse medo do calor
Quando o medo viajasse por nossa atmosfera...

No meu lugar, o que você faria?

Quando nossas sensações já não eram tão gêmeas
Quando nossos passos já não obedeciam tempo ou direção,
Quando o teu silêncio trouxe o meu...

No meu lugar, o que você faria?

Quando o céu encobria tua estrela,
Quando a minha estrela encobria teu céu,
Quando o ''nosso'' se fez meu e teu, e só.

No meu lugar, o que você faria?

Quando voltar, fosse seguir em frente.
Quando o meu limite evaporasse junto com o teu sorriso.
Quando o meu esperar, era te ver escapar...

No meu lugar, o que você faria?

Quando o adeus foi sentido e revigorado,
Quando a alma enfim sorriu e renasceu,
Quando eu não mais esperei por você...

No meu lugar, o que você faria?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Volta, volta, volta! :)

Como é bom senti-las de pertinho. Cada frase perfeitinha, cada melodia desajeitada, cada dancinha doce do Amarante...
Ou mesmo nas sensações de um mundo mais bonito, causadas pelo Camelo. Do romantismo que se faz vivo em meio ao viver. Eles sabem ''cantar e encantar'' e nós somos gratos por sermos encantados.

Ontem eu vi diversas explosões de sentimentos límpidos. Tão diferentes e ao mesmo tempo tão sintonizados. Parar e pensar no poder que a música tem sobre nós. Principalmente sobre os que apreciam esse tipo de música. É incrivelmente irracional! Mas até aqueles que não gostam de entregar, terão sentimentos aflorados ao dançarem sob a melodia.
E vão escorregar...
Quem se importa?

A viagem é feita de movimentos não ensaiados, de guitarras desafinadas, de surpresas esperadas, e quer saber? Ela fica mais bonita quando é feita por aqueles que sabem sentir.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O imprevisível e manso levar.

E agora não chegarás tirando as coisas do lugar, pensamentos do mundo e planos do meu bolso? Eles sentem-se em casa mesmo conhecendo o acaso que lhe trouxe aqui por milhões de vezes.
Mas quer saber? Aprendi a admirar o teu charme. Tuas visitas em horas inesperadas, seu sorrisos sarcásticos em tristezas profundas, teus presentes sortidos com etiquetas de devolução...

Cada dia sinto que nos entendemos melhor. Você nem é tão misteriosa como parecia antes. Eu também não sou tão chato quanto era.
Ok, eu sou, e obrigado por não me abandonar mesmo assim.

Eu vou tentando não reclamar mais de ti, e de fato, já parei de pedir. Mova-se na tua inspiração que ela sabe o que há de me trazer. Espero, ansiando menos do que antes, cobrando-me menos do que antes, correndo menos do que antes. Eu espero.

Espero porque já sei da importância da direção.

É como o volante que ganhei quando era pequeno, caindo na arte de desafiar só ao mexer-se.
Aceito-os. Sei que o temor é devastador, mas me mantém vivo do modo que quero estar. Mansamente vamos nos conhecendo, porque antes eu corria enquanto tentava me mostrar teus detalhes belos. As correntes foram soltas, e sentimentos as cobriram com delicadeza. O passado ainda existe, mas não por pressão de existência, e sim por magias que você é capaz de proporcionar. Passado, passar, passou.

Lembra de quando eu perguntava-lhe aonde me levarás? Tolo que sou, me enfurecia pela falta de resposta. Que bom que não as trouxe até mim. Hoje sei que o teu mistério é encantador! Não ligo, não me desespero. Apenas fecho os olhos e caminho... caminho... caminho... Sem saber a hora de parar. Sem sequer saber se terei que parar. Talvez parar apenas não seja suficiente. Talvez seja preciso voltar. E se preciso for? Eu voltarei. Sem mágoas e sem dores. Apenas com um sorriso de alguém que aprendeu que a estrada pode ter fim, mas não terá enquanto eu continuar a caminhar.




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ausência para seres ausentes.

O desinteresse às vezes chega ao acaso, mesmo para pessoas falantes como eu. Simplesmente perco qualquer resquício de diálogo que poderia estar vivo na minha mente. As opiniões formadas adormecem, a realidade de pensamentos pobres fica mais presente e nem faço mais força para trazer a lua até eles.

Que morram na escuridão, ou tenham insolação gravíssima!

Pois eu me calo e nem ligo mais.