terça-feira, 23 de agosto de 2016

Das boas novas que o sono tem me dado,
sua preguiça, saudosa de afago.
Seu rosto, por um bocejo, cativadoramente deformado.
Nossos toques reconhecendo o amado.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Da chegada, ventania.
Das dores, agonia.
Do sorriso, calmaria.
Da noite, companhia.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

07/05/2016

Posso deixar o fim para o fim?
Posso, então, acompanhar-lhe e fim?
Posso ressoar o nosso silêncio sem fim?
Posso, pela incompreensão, alcançá-la enfim?

É que assim poderei, sobre início, por fim, te responder que sim.







sábado, 2 de abril de 2016

Você dormiu.
O movimento de pernas que anunciava o entregar-se.
O corpo pedindo despedida.

Eu fiquei.
Uma canção;
Um headfone;
e um desejo de bem te quer.


sábado, 7 de março de 2015

Café sem cafeína.

Sentir o infinito habitado em potência,
O que podes dizer sobre isso?
Mostrar-se é também um canto do sentir-se.

E enquanto pessoas atravessam,
Eu apenas quero rumar para o encontro disso.

Quando não importar o que fazemos do tempo
Cada momento percorrerá expressões reais,
Aliviando a carga de estarmos vivos.

Do dia em que os suspiros pintaram-se de azul,
Os sorrisos de companhia;
Presenças foram sintonizadas.






segunda-feira, 28 de julho de 2014

26/07/2014

Percorrendo por sons que não me trazem visão, eu ouço a atmosfera que envolve esse momento se erguer. Sinto o inchar do peito transbordando o que preso esteve para vida aflorar, como uma rajada de luzes envolta de um coração aberto, que ouve os movimentos tomados por suas expressões, refletindo sentidos submersos. Aflora por querer mostrar-se fora também. Aflora, imensidão de vida agora compartilhada.  Uno-me a sua entrega libertadora. Escrevo pela  força daquele instante e pela música que convidou-me ao ao encontro. Escrevo porque ainda liberto o meu amor, e minha via mais expressa sempre resguardou esse cantinho aqui. 

Seu choro se fez piano em mim. 
O meu, é sopro de sensações grandiosas...

Obrigado por desencadeá-las. 

Aguenta firme, moça. Essa vida há de guardar encontros acolhedores.
Aguenta firme, moça. Essa vida há de desabrochar esse tanto de amor que percorre seu olhar. 

domingo, 25 de maio de 2014

E correu.

Mas por trás de uma solidão vivida, há sempre um acaso acolhedor.

Então parou.
Contemplou.
Entregou-se ao curso,
E riu(o).