quinta-feira, 12 de abril de 2012

''Distantes de tudo"

É que essa vida vai te desenhando traços cinzentos enquanto o sol te sorri no bom dia. Você continua caindo nas palavras expostas, com medo de ser apenas uma. O que mudou desde que o pensamento tornou-se majoritário em seu coração? Mas ainda nos resta o frio que tanto amamos, meu bem.

É que as lindas rosas também caem, em qualquer jardim obscuro que andemos. Deixando de ser tudo para ter o nada com os suspiros atrasados, olhando para o longe na procura por proximidade e presenteando-se com o olhar desajeitado de quem se perdeu no instante da fuga. Mas ainda nos resta o frio que tanto amamos, meu bem.

É que você não pode comprar o que colhe dos dias frios...
Vire-se para o arco-íris e cante por suas cores de volta. E ao senti-las cada vez mais distantes, recorde-se de que ainda nos resta o frio que tanto amamos, meu bem.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Um novo dia.

Levar na maré o necessário para limpar o dia.
Cantar para ela o bem estar derradeiro;
Preso, como as boas novas não ensaiadas da vida.

Achar o eu dentre os sábios,
Curvar à vida aquilo que aprendizado se faz.
E caminhar, na conjuntura da paz.

Manso...
Mansamente canto,
O bem que a espera trará ao que sabe esperar.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Precisa?

É, silêncio.

Silêncio que morde, que arrepia e fala.
Silêncio que consente, que se faz tenente indigente.
Silêncio claro, pálido...

Silêncio vivo, tão vivo que sendo dito, é morto.
Silêncio que perdura, nesta alma escura, que de amor às vezes canta, mas só no seu silenciar.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Cuidado ao cuidar.

É a inversão de sentidos e regras, aonde elas me escrevem, tomando o controle daquilo que um dia foi soberbo.
Inteiro de amor, partido de medo e então livre para o novo. Não correr de ti e nem até ti. Não lembrar e não esquecer. Cantar apenas o silêncio que te revive, com essas palavras que se recusaram a sair até sua presença, ainda que longínqua.

Eu parei naquele instante que o medo te percorreu e você me veio como um céu aberto, sem nuvens e sem vento. Entregue na solidão de uma canção, mas que não era a última, como esta talvez seja. Era só uma canção de saudade...

Distribua todos aqueles sorrisos que clareavam nossas madrugadas,
A sutileza de quem tem mais amor do que se da conta,
E viva um bom dia, dia seu.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

(8)

Aparece assim, trazendo a necessidade de fazê-lo. Ato doloroso, marcante e amoroso.
Individual, compartilhado.
Entregue.

Sopra e lembra que foi por amor.










P.S: Ouvir o Sinatra na madrugada tem seus efeitos colaterais.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fly, well.

A noite não difere o teu medo da estrela que te guarda ao meu pedido. Unidos nas lembranças vivas de quem as têm como magia clara, transcendendo as dores que tanto quis distanciar de ti. Vendo até o frio percorrer pelos vales visando um caminho incerto, mas certo de que certo estarei ao te zelar. Caindo do outro lado só no desejo de te ver bem, te ter bem, te ser bem. Bem aqui, para só assim poder voltar... e ir.

domingo, 21 de agosto de 2011

Tic tac, tic tac.

Aaah, traga-me esta casa de volta que meu oxigênio a clama. Aquele livro triste pelo abandono passageiro. Aquela brisa da tarde se declarando ao sono que não veio. Sabe como é... A saudade que encanta também sente saudade.

E todos os seus sonhos ainda te causam dor. Eu sei, posso senti-los também. Voando, caindo em um vazio ocupado. Mas você não sai, ainda procurando por algo que lá ficou e se distanciando de tudo que o tempo lhe tirou por não mais ser necessário, ou por crueldade do acaso. (Sim, ele ainda é meu amigo).

Lá fora está cheio; cheio de tudo que aprendemos a não querer mais.
É isso; o tempo, além de tudo, também faz com que fiquemos mais seletivos.