segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Volta, volta, volta! :)

Como é bom senti-las de pertinho. Cada frase perfeitinha, cada melodia desajeitada, cada dancinha doce do Amarante...
Ou mesmo nas sensações de um mundo mais bonito, causadas pelo Camelo. Do romantismo que se faz vivo em meio ao viver. Eles sabem ''cantar e encantar'' e nós somos gratos por sermos encantados.

Ontem eu vi diversas explosões de sentimentos límpidos. Tão diferentes e ao mesmo tempo tão sintonizados. Parar e pensar no poder que a música tem sobre nós. Principalmente sobre os que apreciam esse tipo de música. É incrivelmente irracional! Mas até aqueles que não gostam de entregar, terão sentimentos aflorados ao dançarem sob a melodia.
E vão escorregar...
Quem se importa?

A viagem é feita de movimentos não ensaiados, de guitarras desafinadas, de surpresas esperadas, e quer saber? Ela fica mais bonita quando é feita por aqueles que sabem sentir.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O imprevisível e manso levar.

E agora não chegarás tirando as coisas do lugar, pensamentos do mundo e planos do meu bolso? Eles sentem-se em casa mesmo conhecendo o acaso que lhe trouxe aqui por milhões de vezes.
Mas quer saber? Aprendi a admirar o teu charme. Tuas visitas em horas inesperadas, seu sorrisos sarcásticos em tristezas profundas, teus presentes sortidos com etiquetas de devolução...

Cada dia sinto que nos entendemos melhor. Você nem é tão misteriosa como parecia antes. Eu também não sou tão chato quanto era.
Ok, eu sou, e obrigado por não me abandonar mesmo assim.

Eu vou tentando não reclamar mais de ti, e de fato, já parei de pedir. Mova-se na tua inspiração que ela sabe o que há de me trazer. Espero, ansiando menos do que antes, cobrando-me menos do que antes, correndo menos do que antes. Eu espero.

Espero porque já sei da importância da direção.

É como o volante que ganhei quando era pequeno, caindo na arte de desafiar só ao mexer-se.
Aceito-os. Sei que o temor é devastador, mas me mantém vivo do modo que quero estar. Mansamente vamos nos conhecendo, porque antes eu corria enquanto tentava me mostrar teus detalhes belos. As correntes foram soltas, e sentimentos as cobriram com delicadeza. O passado ainda existe, mas não por pressão de existência, e sim por magias que você é capaz de proporcionar. Passado, passar, passou.

Lembra de quando eu perguntava-lhe aonde me levarás? Tolo que sou, me enfurecia pela falta de resposta. Que bom que não as trouxe até mim. Hoje sei que o teu mistério é encantador! Não ligo, não me desespero. Apenas fecho os olhos e caminho... caminho... caminho... Sem saber a hora de parar. Sem sequer saber se terei que parar. Talvez parar apenas não seja suficiente. Talvez seja preciso voltar. E se preciso for? Eu voltarei. Sem mágoas e sem dores. Apenas com um sorriso de alguém que aprendeu que a estrada pode ter fim, mas não terá enquanto eu continuar a caminhar.




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ausência para seres ausentes.

O desinteresse às vezes chega ao acaso, mesmo para pessoas falantes como eu. Simplesmente perco qualquer resquício de diálogo que poderia estar vivo na minha mente. As opiniões formadas adormecem, a realidade de pensamentos pobres fica mais presente e nem faço mais força para trazer a lua até eles.

Que morram na escuridão, ou tenham insolação gravíssima!

Pois eu me calo e nem ligo mais.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Só enquanto vontade for.

A certeza cravada em uma tristeza pálida, de alma aflorada, que me faz desaguar.
Um rosto belo, de sorriso singelo, feito para brotar.
Desejos ao acaso, de abraços imaginados, trazendo a arte do despertar.
Passos lentos, entregues ao vento, unidos no poder de encontrar.

Magia ao deitar,
Saudade no acordar;
E um sentimento pronto para consertar.

O que entregue nos for,
Na chuva ou na dor...
Pela eternidade do amor.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Acreditar.

Deitado na cama ele há de aguardar;
O nascer do tão esperado dia, sonhar.
Medo pulsando junto ao estrago, aliviar.
Imagens de confiança o acaso trará.
Tensão, razão e emoção ao despertar,
Certeza no sentir do amor para se entregar.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Morfina.

Bombas despencam sob nossas cabeças sem o despertar de nenhuma sirene para ao menos construirmos um abrigo no subsolo. É devastadora, surpreendente, triste...
E dói.

Tristeza momentânea, sem data marcada para ir embora.
E dói.

Dúvidas e mais dúvidas pairando no ar, e a certeza de que só resta esperar.
Esperar, esperar, esperar... Passar.
E isso dói.

Tornados pegando nossos planos e fazendo deles combustíveis para sua durabilidade. Ele só pode achar engraçado ver alguém reformulando tudo de novo, outra vez, e todas redundâncias que forem cabíveis aqui.

Mas castelos serão erguidos novamente, o reino ainda pode ser encantado, e as metáforas... Bom, essas vão continuar tradicionais, porque não vejo jeito; e elas não doem.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Closer.

Para onde corres?
Por onde se esconde?

Se perder no infinito por opção é mais leve quando não há tragédia.
O encontro não tem de ser marcado... Ele pode, mas não obriga-se a possuir firmeza alguma.

Eu fecho meus olhos e deixo a poesia percorrer pela escuridão. Sem sentido, rota, objetivo que me faça desejar seguir em frente ou recuar. Eu quero estar ali, e isso me enche agora. Perto daquilo que há guardado em mim, e talvez perto daquilo que procuro fora. Sentindo-me seguro na leveza da melodia.

Canta para mim? Mais do que nunca me sinto preparado para ouvir.


Não abra os teus olhos agora, ouça a canção comigo. Quero que ela te complete com cada detalhe que seu corpo possa captar.


Então; o que me diz? Pode ver o mesmo que eu?
Posso sentir uma nuvem me conduzindo até nós, e a melodia chegando ao fim. Ela deveria durar para sempre, eu sei.

Mas ela há de voltar; no fechar de um próximo olhar.